sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Tumulto marca volta a às aulas em campus da Uniban no Tatuapé

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Estudantes do campus Tatuapé da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) provocaram tumulto na manhã desta quinta-feira (18), na entrada da faculdade, após serem dispensados no primeiro dia de aulas.
Foram canceladas as turmas matutinas de cursos como ciências contábeis, matemática, português, webdesign e moda, de acordo com alunos ouvidos pela reportagem.

Os universitários reclamaram do atraso no início do ano letivo, que estava previsto para iniciar em 2 de fevereiro. As aulas começaram só nesta quinta-feira, mais de 15 dias depois do previsto.

Eles também disseram não haver sido informados previamente de que as classes não seriam abertas.

Martha Inês dos Reis Henriques de Lima, aluna de licenciatura em matemática, está indignada com a mudança:

- Isso foi falta de ética. Gastei com vestibular, matrícula e mensalidade e não vou poder fazer o curso. A faculdade ofereceu a possibilidade de estudar no período noturno, mas eu trabalho até as 22h.

A estudante espera agora que a Uniban a transfira para o curso de direito ou devolva todo o dinheiro pago.

Estudante de ciências contábeis, Maria de Fátima de Carvalho diz que o valor do curso noturno na sua área é maior do que no matutino. Ela já investiu R$ 1.650 e não está disposta a pagar pela diferença:

- Agora estou de mãos atadas. As aulas já começaram em boa parte das faculdades e quase não há mais vestibulares abertos.

Maria pretende reunir colegas na mesma situação para abrir um processo por perdas e danos morais contra a Uniban.

A estudante diz ainda que uma funcionária da universidade atribuiu o problema à queda na quantidade de matrículas na Uniban, provavelmente por culpa do episódio envolvendo a ex-aluna Geisy Arruda.

No ano passado, Geisy foi hostilizada na Uniban por usar um vestido curto. Ela, que estudava turismo, chegou a ser expulsa da universidade, mas acabou sendo reintegrada.

O caso ocorrido no campus Tatuapé não tem relação com a polêmica por conta da roupa de Geisy, diz a instituição.

A Uniban nega, ainda, ter havido queda na procura pelos cursos, após a divulgação das hostilidades sofridas pela ex-aluna de turismo. O balanço total de estudantes para 2010 na universidade, no entanto, não está terminado.

O fechamento de algumas turmas ocorreu porque essas classes não atingiram o número mínimo de 45 estudantes, de acordo com a universidade.

A informação está prevista no manual do candidato do vestibular da Uniban e é adotada por grande parte das instituições de ensino superior, diz a assessoria de imprensa da universidade:

- A maioria das classes funcionou normalmente, com ampla presença de alunos. Como acontece em todo início de ano letivo, em todas as universidades privadas e não somente na Uniban, algumas turmas não foram formadas.

A instituição afirma ainda que o contrato de prestação de serviços, entregue na hora da matrícula para todos os candidatos, deixa clara a possibilidade de as turmas não serem abertas.

A Uniban diz que o caso é comum e não há nada de errado. Os alunos nesta situação podem escolher entre três opções: optar por outro curso no mesmo campus, cursar a mesma carreira em outro campus (do Tatuapé para São Bernardo do Campo, por exemplo) ou receber o dinheiro de volta.

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