Suposto integrante do PCC é preso com carro roubado no Tatuapé
Publicado por Guia TatuapéUma breve perseguição policial pela Radial Leste, em São Paulo, terminou com a prisão de um homem identificado como Douglas Martins dos Santos, de 45 anos, no início da noite de terça-feira, 3. Ele dirigia um Honda Fit roubado e bateu em dois carros e um ônibus quando tentava fugir de policiais militares da Força Tática do 51º Batalhão. No braço direito, Santos exibe a tatuagem do número 15.3.3, usado para identificar o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os números correspondem à ordem das letras no alfabeto.
De acordo com o cabo Rogério Brentan, os PMs faziam um patrulhamento quando se depararam com o Honda Fit, que andava em alta velocidade entre os carros, no sentido centro da via, próximo ao Viaduto Aricanduva. A viatura deu início a uma perseguição e próximo à estação de metrô do Tatuapé, os PMs deram sinal de parada para o motorista, que acelerou.
Cerca de cinco minutos depois, na altura do número 2.710 da Radial, o Honda Fit chocou-se contra dois carros e um ônibus do Consórcio Plus, que fazia a linha 3686 Jardim São Paulo – Terminal Parque D. Pedro. A frente do Fit ficou destruída e o único ferido foi Santos. O air bag do veículo foi acionado, mas mesmo assim o acusado bateu a cabeça e o joelho direito. Ele foi retirado do carro pelos policiais e levado ao Pronto-Socorro do Tatuapé, onde foi medicado e liberado.
Santos portava um alvará de soltura no qual era identificado por 16 nomes diferentes. “A cada vez que ele era preso, ele dava um nome para a polícia”, explicou o cabo Brentan. Ele está solto desde janeiro e tem passagens por roubo, furto, receptação e porte ilegal de arma.
O acusado também apresentou duas cópias de um documento de identificação chileno, com o nome de Aroldo Pedro de Barros Villaza, de 45 anos. Aos policiais, era teria dito que nasceu no Chile e estava no Brasil desde os 5 anos de idade. Somente no 8º Distrito Policial (Bras/Belém) a polícia, por meio das impressões digitais dele, o identificou como Santos.
Sobre a tatuagem, o suspeito alegou aos policiais que já fez parte do PCC, mas deixou o partido do crime. “Acho isso difícil porque ninguém deixa o PCC. Quem entra não pode sair”, afirmou o cabo Brentan.